sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Esqueleto - 2 - Experimentadores - Fabiano Gummo - Carlos Sekko

Existiram mesmo homens tão insanos a ponto de experimentar o que está além do compreensível? Pode a ciência estar de tal forma entrelaçada ao oculto que até mesmo os mais céticos transformam-se em crentes? A Sociedade de Nakahei foi, por séculos, considerada uma lenda menor, um jocoso chiste praticado por estudantes e mestres, o ridículo exemplo de como o obscurantismo poderia ser nocivo ao pensamento científico. Os risos e brincadeiras cessaram completamente quando as ruínas de Gork London foram, infelizmente, descobertas.
Medos, então, afloraram. Linhas filosóficas desabaram. E questões perturbadoras foram formuladas: quem foi Monsieur Laboustère? Quais os limites éticos de Solomon Van Mayer? Como é possível que existam tantas semelhanças entre um famoso filantropo Malaio e o misteriosamente desaparecido Fabius, “o insano”? Quem eram os Experimentadores?


Fabiano Gummo nasceu em 1978, em Canoas, Rio Grande do Sul. Iniciou sua produção artística no final da década de 80, vinculando o cotidiano maximalista do subúrbio urbanizado aos mais diversos percursos estéticos. Como destaques, vale citar as mostras individuais “Coração Gordo: A Multiplicidade Experimental”, “O Desenho do Campo Devastado”, “Isolated Membrane” e “Laxative Approach”. De maneira independente, sob os selos da Fuzzie Cannibal Comics e da RUÍDO PUBLICAÇÕES, lançou as seguintes obras Vidas Secas Cut Up, Indivisual, Bubble Plasma, Hobo, O desfiladeiro em Azlo Brum 1 & 2, Poindexter Review, Abordagem Laxativa, Quem Sabe, Mind Keepers 1 & 2, The Mazeboy, Cronenberg 1, 2 & 3 e Kaos 1. Em 2014, lançou o romance verbivisual multicamadas chamado "2013". Atualmente, Fabiano Gummo trabalha com ações que possibilitem provocar o pensamento em direção à multiplicidade visual contemporânea enquanto prepara seu segundo romance/caleidoscópio, com o título provisório de “700&TRINTA”.

Carlos Sekko tem 38 anos e nasceu em Niterói, RJ, o que considera um erro de percurso já que vive desde 1984 no Rio Grande do Sul. Seus primeiros trabalhos profissionais foram como desenhista de storyboard e ilustrador editorial, desenhando principalmente para editoras e periódicos como revista Cidade B, o Dilúvio, entre outras.
Em meados de 2007 lançou os fanzines Aríete e A Barata Chipada. Testou o formato minicomics (A7) quando lançou, em 2008, a 5cologia dos Sentidos (ainda não terminada), com os títulos: O Olho, A Boca e O Nariz. Em 2009 participou da revista Adeus, Tia Chica, publicação indicada para o Prêmio HQmix.
Após um hiato de alguns anos, trabalhos incompletos e projetos malogrados, voltou às origens com a publicação do fanzine Culatra, em 2014, no Osso. Tem como futuros projetos a HQ Doctor Graveyard Medicine Show, do argentino Damián Connelly, O Pampa Zumbi e a HQ de luta livre RedEagle, além, é claro, terminar, finalmente, todas os trabalhos que porventura iniciou.

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