quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Esqueleto - 9 - Virginia di Lauro - Onde tem existir


Fotografar é como um exercício do olhar para dentro, seja no autorretrato ou no exterior que cerca o ser. É estar fora e ainda assim se adentrar no universo de cada ponto olhado, é ligação e sintonia.
O movimento está ali e aqui, até no que esta parado, ou morto em decomposição. 
Tempo é movimento, existir é estar em sintonia com o que cerca, e essa sintonia é viver, adentrar, atravessar e deixar-se ser atravessada pelo tempo-movimento, é estar de olhos abertos mesmo quando fechados, é olhar para dentro e fora, é fluir, transbordar.



Sobre Virgínia Di Lauro:
Estamos em um corpo floresta de morna e úmida temperatura. O claro e escuro revelam a grama, o ruído em texturas grãos. Não estamos em uma realidade, ou em uma ficção. Simplesmente não estamos. Mas há o silêncio e a narrativa aqui. Aqui há a revelação, o contar e é muito mais o que imaginamos: memória. E o ar é o corpo, terra, bosque, sexo e uma caminhada interna. Dizem que tudo é a memória. Um bosque ramificado sobre você. Todos nós criaturas imaginadas por Virgínia Di Lauro.


         


        

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